Depois que se
atinge os 30 anos as farras gastronômicas e etílicas passam a ter um certo peso
literal e desde que aumentei em muito os kilos na balança o controle
de peso tornou-se uma questão de sobrevivência: saúde e auto-estima, e
nem vou falar em padrões de beleza estabelecidos pela mídia porque já deu, né? Não consigo ser feliz e nem produzir legal com auto-estima baixa, o que reflete
em grande parte das minhas relações.
Nunca fui magrela. Até os 28, 29 anos, fui feliz na linha
gostosona, bem brasileira, no quesito perna, bunda, corpo violão. Até então
ainda desfrutava dos benefícios que o meu passado de academia e caminhadas em
trilhas haviam me proporcionado. Mas depois dos 30… comecei a engordar como uma
porca à vésperas do natal, feliz por poder mostrar os dotes culinários para o maridão e
meus convivas, promovendo festinhas para lá de calóricas.
E ó, quase sempre
casamento engorda, fato? É um tal de passar o dia namorando na frente da
tevê, assaltando a geladeira, é um tal de seduzir o ser amado pela barriga, que eu vou te contar. E a gente
vai junto, né? Que não vai ficar só olhando… e para acabar de consertar, sempre
fui chegada a umas biritas.
Então, queridões, foram 20
quilos a mais que se atracaram neste corpo e insistem em continuar. Vergonha de
assumir essa tragédia Dantesca? Nem tanto. E como tudo na vida tem um lado bom
(e que ninguém duvide disto jamais!), depois de um tempo curtindo os prazeres
da boa mesa, percebi ao levar um susto no resultado da avaliação física hoje na
academia, que preciso me amar mais e a cuidar mais de mim.
Ganhar 20 kilos em 4 anos foram melzinho na chupeta, mas as minas (porra, agora também falo
minas) sabem que perder 100g é babado!
Academia, mais caminhadas, encontrar Jesus na musculação, diminuição na
quantidade de comida, cortar o alcool e ter atenção nas escolhas serão minhas estratégias.
Tá, mas tudo isso é só para dizer que se alguém aí do outro lado
dessa tela pretende mesmo perder peso, o primeiro passo é encarar a verdade: coragem
de enfrentar a balança e a fita métrica. Saber o que se tem para enfrentar e
estabelecer metas e assim vê o resultado ser atingido.
Suba agora na balança e fique
com bastante raiva, com ódio mortal e depois transforme toda essa ira em
disposição e suor!
Para quem tem tesão com a tragédia alheia:minha avaliação física
