meu casamento |
Não. Marido não é parente. Mas é aquele que a gente escolhe
para a vida toda. É uma escolha e o princípio máximo da liberdade é o ato de
escolher, de preferir.
Pai, mãe e irmãos, tios, primos e avós não são escolhidos por
nós. São obras do acaso e não são todos que são privilegiados em nascer em uma família
amável e unida. Existem famílias que são verdadeiros sacrilégios.
Eu tive a sorte de ser bem nascida.
Mas não é sobre a minha família que quero falar. E nem de
amigos, porque esses também são os irmãos que a gente escolhe.
“Esposo” vem do latim 'sponsare’ que é sustentador,
patrocinador. Na prática o esposo é àquele que mantém o lar protegido, e aqui não
falo do sustento e proteção somente pelo salário do homem, mas sim do carinho,
da ternura, da cumplicidade.
Nas famílias do mundo contemporâneo, não manda mais quem
ganha mais. O sustento não só depende do homem; as mulheres como estamos
calejados de saber, contribuem em muito com as despesas da casa e algumas
bancam grande parte ou 100 % de tudo.
O mundo já não é mais como o de minha avó, que era exclusivamente
dona de casa e mãe. Com a liberdade sexual, com a possibilidade de escolhas e
de experimentações as mulheres passaram a ter o direito de escolherem se querem
passar os seus dias e noites ao lado de um homem, sem a necessidade de terem
que assumir o compromisso de um casamento ao subordinarem-se as vontades dos
pais ou da sociedade.
Hoje escolhe-se casar ou curtir a solteirice para todo o
sempre, amém.
Portanto, com tantas opções, porque o namoro virou um
mercado (pode-se escolher trocar beijos com playboys, badboys, mauricinhos,
coroas, tiozinhos, ricos, pobres, feios, bonitos, sarados, estranhos, nerds e
até com rapazotes de 18 aninhos), eleger só um entre todas as criaturas disponíveis
do sexo oposto é prova de amor.
Por escolha, livre e espontânea encarar o altar, o “sim’ ao
pé do juiz, ou amigar com fé é a maior prova arcaica de amor que pode existir
em tempos modernos.
Marido não se torna
parente, mas torna-se confidente, companheiro, amigo e amante. Briga-se por ele
e com ele. Conta-se com ele.
E finalmente ele é escolhido para formar a sua família, quando
um sangue é misturado com o do outro. O filho tornou-se parente de ambos.
E assim os filhos que tiverem um dia irão escolher alguém de
outra família, que também não se tornarão parentes e irão gerar uma outra vida,
que irá escolher um outro alguém.... e tudo
se torna um ciclo.
Não. Meu marido não é meu parente. O sangue que corre lá não
é o mesmo que corre cá. Mas ele é o meu escolhido.
em 06 de setembro de 2008... o dia em que fizemos a nosso aliança |
5 comentários:
Que lindo Keila.
Eu ja estou casada ha quase vinte anos.
E recentemente descobri que o homem que escolhemos pra ser nosso marido e mais importante em nossa vidas ate que os parentes dos quais em nossas veias corre o mesmo sangue.
Tipo assim:
"Descobri que te amo demais.
Descobri em voce minha paz.
Descobri sem quere a vida.
Verdade."
Acho que marido tem que ser em primeiro lugar seu amigo, se você não puder conversar sobre tudo com ele, dificilmente o casamento suporta o cotidiano de meias palavras.
Então acho que marido é um amigo com um algo mais... rs
Beijocas
E em algum livro famoso esta escrito alguma coisa mais ou menos assim: "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne"
Muito bonita sua experiência!Lindo texto!!!!Apesar de não ter um deu para ter um, admiro quem conquista alguém de caráter e amigo.Os iguais é que se atraem.Um grande beijo!
Mossa! Lindo! Também me sinto assim em relação a Zé, ele é a pessoa que vai viver toda a minha vida comigo.. AMÉM! =)
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